A história da Bateria Bicuda está diretamente ligada à consolidação da cultura estudantil da Medicina na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Sua criação remonta aos anos de 2002–2003, quando estudantes da Turma II, muitos deles oriundos de Uberlândia, perceberam a oportunidade de trazer para Brasília a tradição das baterias universitárias já consolidada em sua cidade de origem. Motivados pelo desejo de ampliar os espaços de integração entre os alunos e acompanhando o surgimento da Atlética da faculdade, esses estudantes fundaram a Bicuda com o objetivo de animar jogos universitários, eventos acadêmicos e festas da instituição, oferecendo também um espaço de descontração em meio à rotina intensa do curso de Medicina. Assim como ocorre em muitas baterias universitárias pelo país, sua formação não partiu de um ato administrativo formal, mas da mobilização espontânea dos próprios estudantes, que enxergaram na música e na percussão uma forma de fortalecer a identidade coletiva da comunidade acadêmica da ESCS.
Ao longo dos anos, a Bicuda consolidou-se como uma das baterias universitárias mais tradicionais e respeitadas do Centro-Oeste. A partir de 2005, com o início da disputa de baterias no Intermed Centro-Oeste, a bateria passou também a ocupar um papel competitivo dentro do cenário universitário. Com a estruturação progressiva do torneio — que incluiu regulamento próprio, banca de jurados e participação crescente de faculdades de medicina da região — a Bicuda desenvolveu sua própria identidade musical e performática. Inspirada em grupos percussivos de torcidas organizadas de futebol e na tradicional Charanga Medonha da Universidade Federal de Uberlândia, a bateria construiu um estilo caracterizado pela irreverência nas arquibancadas e pela intensidade nas apresentações, combinando musicalidade refinada com andamentos acelerados e forte presença rítmica.
Esse processo de amadurecimento resultou em conquistas importantes. A Bateria Bicuda é bicampeã do Intermed Centro-Oeste, tendo conquistado os títulos de 2008 e 2013, além de acumular diversos pódios e premiações individuais ao longo de sua trajetória. Essas conquistas contribuíram para consolidar sua reputação como uma das baterias mais competitivas e respeitadas da região. Paralelamente às competições, a Bicuda também participa ativamente de eventos institucionais e culturais, apresentações em escolas e cursinhos e ações voluntárias em Brasília, ampliando sua atuação para além dos eventos esportivos universitários e fortalecendo o vínculo entre a universidade e a comunidade.
A identidade visual da Bicuda também reflete a força de suas tradições. Diferentemente de muitas baterias universitárias que ao longo do tempo reformulam seus símbolos e cores, a Bicuda preserva desde sua criação sua identidade original. As cores laranja e branco permanecem como marcas registradas da bateria, presentes em seus instrumentos, produtos e figurinos. A vestimenta tradicional utilizada nas apresentações e nos jogos — composta por calça, bata e gorro — permanece praticamente inalterada desde os primeiros anos da bateria, tornando-se um símbolo de continuidade e pertencimento entre as diferentes gerações de estudantes. Outro elemento marcante é o mascote Biscate, um palhaço caveira criado por uma estudante da quarta turma da ESCS e que, desde então, estampa instrumentos, uniformes e materiais da bateria, reforçando o imaginário irreverente e provocador que caracteriza a Bicuda.
Musicalmente, a bateria construiu um estilo reconhecido dentro do cenário das competições universitárias. Frequentemente descrita como “musical e frita”, a Bicuda se destaca por investir na execução de diferentes ritmos brasileiros, preservando suas características próprias enquanto desenvolve arranjos densos e cheios de energia. Durante muitos anos,até 2016, a bateria também incorporou instrumentos de sopro, como trompetes e saxofones, reforçando a influência das charangas universitárias e ampliando a dimensão musical de suas apresentações. Essa combinação entre musicalidade, intensidade rítmica e forte presença de torcida tornou-se uma de suas principais marcas.
Ao longo de mais de duas décadas de existência, a Bicuda também desempenhou um papel importante na formação de vínculos entre estudantes da ESCS. Em um curso marcado por uma rotina acadêmica exigente e por uma estrutura que muitas vezes limita o contato entre diferentes turmas, a bateria tornou-se um espaço privilegiado de convivência, integração e construção de amizades. Calouros e veteranos compartilham ensaios, viagens, apresentações e competições, fortalecendo um sentimento de pertencimento que atravessa gerações de estudantes.
Mais do que um grupo musical, a Bateria Bicuda tornou-se um símbolo de identidade e orgulho para os estudantes de Medicina da ESCS. Sua presença constante em arquibancadas, apresentações e eventos acadêmicos demonstra que a formação médica também é marcada por espaços de cultura, arte, coletividade e celebração. Ao manter vivas suas tradições, transmitir seus toques entre gerações e representar a universidade em competições e eventos, a Bicuda reafirma seu papel como uma das expressões culturais mais importantes da comunidade estudantil da ESCS.
Competições e Títulos
A Bicuda participa do Intermed DF e do Intermed CO, evento esse que é responsável pela disputa de baterias e reúne mais de 15 faculdades de medicina espalhadas pelo Centro Oeste. Além disso, realizamos participações em eventos, apresentações em escolas, cursinhos e voluntariados em Brasília.
A Bateria Bicuda é bicampeã do Intermed CO, competição que reúne inúmeras faculdades de medicina de todo o Centro Oeste, tendo conquistado seus títulos em 2008 e em 2013, se tornando uma das mais tradicionais e vitoriosas do torneio. Além disso, carrega inúmeros pódios e premiações individuais durante sua história, sendo uma das baterias mais competitivas e respeitadas de todo o Centro Oeste.
Como participar?
A Bateria Bicuda mantém suas atividades por meio de ensaios e oficinas semanais abertas a toda a comunidade acadêmica. Nessas oficinas, ritmos brasileiros são ensinados desde o nível iniciante, permitindo que novos integrantes aprendam a tocar instrumentos de percussão mesmo sem experiência prévia. A diretoria da bateria, composta por estudantes veteranos com experiência em diferentes instrumentos, acompanha de perto a formação dos novos ritmistas, garantindo que o conhecimento acumulado ao longo dos anos seja transmitido às gerações seguintes. Ensaios especiais são feitos no início do ano para aqueles que já apresentaram em um Intermed CO, em que são ensinados toques de apresentações passadas e de torcida para perpetuar seu conhecimento nas gerações futuras. Todos os ensaios são abertos ao público e, para apresentar, é necessário um mínimo de 75% nos ensaios e o domínio do toque.
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