ESCS participa de pesquisa internacional sobre saúde escolar no Brasil e em Portugal


Projeto multicêntrico reúne universidades brasileiras e portuguesas para avaliar políticas e práticas de saúde escolar

Sanmya Meneses, da Fepecs | Edição: Natalia Oliveira

A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra um importante projeto internacional voltado à avaliação das políticas e práticas de saúde escolar no Brasil e em Portugal. A instituição atua como centro participante no Distrito Federal da pesquisa “Adaptação e validação da versão brasileira e portuguesa do Global School Health Policy and Practices Survey (G-SHPPS) – avaliação e comparação de políticas e práticas de saúde escolar no Brasil e Portugal”.

O estudo, coordenado nacionalmente pela professora Bruna Hinnah Borges Martins de Freitas, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reúne instituições de ensino superior brasileiras e portuguesas com o objetivo de fortalecer a produção de evidências científicas sobre saúde escolar e contribuir para o aprimoramento de políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes.

Na Escs, a coordenação local é conduzida pela docente do curso de enfermagem, Manuela Costa Melo, que lidera uma equipe formada por quatro integrantes: as estudantes Letícia de Oliveira Martins, Manuela Costa Lima e Paloma Marques Sousa, participantes do Programa de Iniciação Científica Voluntária (PICV), e Anndreya Marques de Souza Rodrigue, egressa da instituição e atualmente vinculada ao Programa de Mestrado Profissional em Ciências para a Saúde da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF).

A professora Manuela Costa Melo explica que o projeto está estruturado em três etapas. “A primeira, já concluída e com artigo publicado, envolveu a adaptação e validação transcultural do instrumento G-SHPPS para os contextos brasileiro e português”. Segundo ela, “atualmente, os pesquisadores realizam a coleta de dados das etapas seguintes, que incluem a avaliação das políticas e práticas de saúde escolar com profissionais da educação e da enfermagem, além de uma pesquisa participativa com adolescentes por meio da metodologia photovoice, baseada em registros fotográficos e narrativas produzidas pelos próprios estudantes”.

Alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o projeto vai ao encontro do que a organização defende em relação ao fortalecimento da promoção da saúde no ambiente escolar. A publicação “Guideline on School Health Services”, da OMS, identifica que os serviços de saúde escolar existentes em muitos países são frequentemente insuficientes, não baseados em evidências científicas, subfinanciados e implementados de forma limitada.

“Os resultados da pesquisa poderão auxiliar os países na definição de prioridades, no estabelecimento de programas e normas e na viabilização de recursos para essa área”, conta. Além disso, “o estudo é fundamental para disponibilizar as versões brasileira e portuguesa do G-SHPPS para uso posterior em outras regiões, permitindo avaliar as características das políticas e práticas de saúde escolar desenvolvidas no Brasil e em Portugal, bem como mapear os tipos de ações realizadas pelos profissionais de enfermagem”, finaliza a coordenadora.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao navegar, você concorda com nossa Política de Privacidade. Ler Política

Painel de Acessibilidade

Ajuste sua experiência de navegação

LIBRAS

ASSISTÊNCIA VISUAL

Tamanho da Fonte

100%