Artigo Científico

EVENTOS ADVERSOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS E ASSOCIAÇÃO COM OS MODELOS DE ASSISTÊNCIA: UM ESTUDO COORTE

Publicado em: 2023

Autores

  • Kelly da Silva Cavalcante Ribeiro
    Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Brasil
  • Adriana Simão Magalhães
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Ana Heloíza Granja Avelino
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Matheus da Cruz Silva Ramos
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Paula Wendy Andrade dos Santos
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Rodrigo Augusto Gonçalves Fonseca
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Ângela Ferreira Barros
    Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Brasil; Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil

Resumo

RESUMO Objetivo: analisar a prevalência de práticas na atenção ao parto, eventos adversos obstétricos e neonatais e sua associação com modelos assistenciais em três serviços de saúde públicos. Método: estudo coorte prospectivo realizado com 548 binômios, puérperas e seus recém-nascidos, cuja gestação foi de risco habitual e o parto vaginal, internados em três serviços públicos, sendo um com modelo de assistência exclusivo por enfermeiras obstetras (serviço A), um com modelo colaborativo com atuação de médicos e enfermeiras obstetras (serviço B) e um com modelo de assistência exclusiva médica (serviço C). Inicialmente, foi realizada uma entrevista com as participantes e um segundo contato foi realizado após 42 dias do parto para complementar a coleta do desfecho evento adverso. Resultados: no serviço A, nenhuma mulher foi submetida à manobra de Kristeller, episiotomia, incentivos a puxos dirigidos ou mais de um toque vaginal por hora. Enquanto, no serviço C, 19,3%, 39,9%, 77,1% e 26,3% das mulheres foram submetidas a essas intervenções, respectivamente. Os eventos adversos ocorreram em 19,2% dos binômios. A ocorrência dos eventos adversos foi associada ao não uso do partograma (p=0,001; OR: 11,03; IC: 2,64-45,99) e episiotomia (p=0,042; OR: 1,72; IC: 1,02-2,91). A probabilidade média de apresentar algum evento adverso foi de 5% no serviço A, 21% no serviço B e 24% no serviço C. Conclusão: os eventos adversos apresentaram menor probabilidade média de ocorrência no serviço com atuação exclusiva de enfermeiras obstetras, no qual se identificou maior aplicação das recomendações para assistência ao parto e nascimento.

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