Escola Superior de Ciências da Saúde recebe Selo “Racismo, aqui Não!”, entregue de forma inédita a uma instituição de saúde no Brasil


A cerimônia foi realizada na manhã desta sexta-feira (6), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde

Natalia Oliveira, da Fepecs                                                                    

A sexta-feira começou com uma conquista histórica para a Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e sua mantenedora, a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), que receberam o selo de compromisso social “Racismo, aqui Não!”, em reconhecimento às ações afirmativas em âmbito institucional.  A cerimônia de entrega foi realizada no auditório da Fepecs, onde servidores, docentes, discentes e convidados aguardavam com orgulho o recebimento do Selo que consolida a Escs como primeira instituição de ensino superior de saúde do Brasil a receber a condecoração.

Criado em 2009 pelo publicitário João Silva, o selo “Racismo, aqui não!” é uma ação integrada de mobilização que se propõe a inibir práticas racistas no Brasil e no mundo, a partir de sua adoção e exposição em ambientes de trabalho, educação, manifestações culturais, esportivas e de lazer, e é concedido às organizações que se autodeclaram contrárias a toda e qualquer prática discriminatória, seja ela relacionada ao sexo, religião ou cor, e se comprometem a cumprir os protocolos e dar visibilidade pública ao selo. O Instituto Maria Preta é o idealizador e detentor do selo, e sua certificação é feita pelo Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance (IGCP).

Durante a abertura da solenidade, o diretor interino da Escs, Demétrio Gonçalves Gomes afirmou que “esse selo é um compromisso público de combate efetivo ao racismo” e destacou que “a mudança de atitude começa individualmente, mas quando as pessoas participam ativamente e se comprometem com a causa, o sucesso é garantido”. O gestor assegurou que o selo “não será apenas um certificado em um papel, mas acompanhado de ações contínuas voltadas ao combate ao racismo”.

Representando a Secretaria de Saúde (SES), a gerente de Atenção à Saúde das Populações Vulneráveis, Juliana Oliveira Soares disse estar “muito lisonjeada por participar de um momento histórico como este, que é o início de um comprometimento maior com a saúde e assistência da população negra do Distrito Federal”. Falando sobre sua atuação no Ministério da Saúde (MS) como coordenador de Atenção à População Negra, Marcos Moreira Costa pontuou que “somos agentes transformadores e temos responsabilidade de sermos antirracistas”.

Ao final da mesa de abertura, a diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes enfatizou que “a conquista do selo é um compromisso social para que a instituição fale e aja contra o racismo”.

Contexto e palestra

À frente dos cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da Escs, a coordenadora Vanessa Dalva Guimarães contextualizou algumas ações que impulsionaram o recebimento do selo, como editais dos programas de residência médica e multiprofissional com reserva de vagas para candidatos negros, e um edital específico, com bolsas ofertadas pelo grupo Carrefour, para formação e promoção da saúde de pessoas da população negra, em que a Escs foi contemplada com sete bolsas para residentes médicos e multiprofissionais. Na platéia, ela apontou residentes bolsistas e cotistas, que estavam ali para prestigiar a concretização de ações das quais eles fazem parte, e disse que “são pessoas que fazem a diferença na assistência”.

Sobre o Selo, Vanessa destacou ser “um dia de muita alegria e responsabilidade por estarmos assumindo o compromisso de construção de uma escola e uma fundação antirracista”. A gestora também falou acerca da instituição de disciplinas e módulos sobre letramento racial e a saúde da população negra, além de linhas de pesquisa nessa área.

Para efetivar a entrega do Selo, o publicitário João Silva, criador da marca, palestrou sobre a importância da causa antirracista; explicou a importância nacional e internacional de ser uma instituição que combate o racismo, e contou sobre outras empreitadas de sucesso de sua carreira, como a criação da marca do Olodum. Para ele, o selo “Racismo, aqui Não!” talvez “seja a melhor estratégia para combater o racismo de forma séria, pacífica e eficaz”. Apesar de ter sofrido resistência, o publicitário afirma que o selo “foi algo pensado, estruturado e com um objetivo muito claro”.

O Termo de Compromisso Social para recebimento do Selo foi assinado pelo diretor interino da Escs, Demétrio Gonçalves Gomes, que deve deixá-lo em local visível para que todos tenham conhecimento. Além disso, para manter o Selo, devem ser observados alguns critérios estabelecidos no documento, como dar visibilidade pública ao selo; garantir a veracidade e atualização de todas as informações prestadas e documentos enviados durante os processos de inscrição e avaliação; evitar envolver-se em situações que ensejem dúvidas ou questionamentos sobre seu compromisso contra o racismo, dentre outros.

 

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