Estudantes de enfermagem da Escs realizam ação com adolescentes da Estrutural


A atividade teve como foco a saúde sexual e reprodutiva

Natalia Oliveira, da Fepecs

Na última quinta-feira (4), estudantes da 1ª série do curso de enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) realizaram uma ação educativa sobre saúde sexual e reprodutiva, voltada para adolescentes de 15 a 17 anos, da cidade Estrutural. A atividade foi elaborada utilizando a estratégia de Escape Room, que consiste em uma experiência de jogo imersiva em que um grupo de pessoas é trancado em uma sala temática com o objetivo de encontrar pistas, resolver enigmas e desvendar segredos para conseguir escapar da sala dentro de um tempo limitado.

Na ocasião, os estudantes prepararam três salas para abordagem de temas como: métodos contraceptivos, mitos ou verdades sobre sexualidade, expressão de gênero e consentimento, e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A ação é parte integrante da grade curricular do curso nomeada como habilidades profissionais de enfermagem (HPE), equivalente à prática de enfermagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) em que os estudantes realizam um projeto de intervenção na comunidade. O trabalho é realizado anualmente por cada turma da primeira série.

Destacando a importância da abordagem utilizada, a tutora da turma, Kelly Barbalho, encontrou na brincadeira uma forma de chamar a atenção dos adolescentes para discutir sobre assuntos tão sérios. “Nós queríamos sair do modelo tradicional de palestra, que muitas vezes não atrai o público jovem”, disse.  Cerca de 20 adolescentes participaram da atividade e foram desafiados a decifrar enigmas em três estações, cada uma focada em assuntos cruciais à faixa etária. A equipe que completasse o percurso em menor tempo seria a vencedora do prêmio principal, que foi comprado com recursos dos estudantes de enfermagem, a fim de estimular a cooperação e o engajamento. A experiência transformou o aprendizado em uma prática divertida e segura, com promoção de debate aberto e sem tabus.

Kelly afirma que “o Escape Room se mostrou uma ferramenta eficiente e que proporcionou o engajamento e a participação ativa dos adolescentes”. Para ela, “o entusiasmo dos jovens reforçou a necessidade de mais iniciativas como essa, que quebram o silêncio e oferecem um espaço seguro para tirar dúvidas e discutir temas que impactam diretamente suas vidas”.

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